A temporada 2026/27 traz a maior reviravolta na elite HYROX desde a criação do Elite 15: os Majors desaparecem, chega uma nova HYROX Elite Series de cinco provas, uma Challenger Division, qualificação por pontos e até uma prova de elite no mar. Aqui está o quadro completo.
A maior reviravolta na elite desde o Elite 15
Nos bastidores dos Campeonatos do Mundo de 2026, a HYROX reorganizou a sua competição de elite para a temporada 2026/27. A imprensa especializada chama-lhe a maior mudança estrutural desde a própria criação do Elite 15. Novo circuito, nova forma de qualificar, nova divisão: aqui tens o resumo, com as fontes oficiais na mão.
Boa notícia já de início: se corres em Open, Pro ou num escalão etário, nada muda para ti. Esta reforma diz respeito apenas ao topo da pirâmide. Mas vale a pena dar uma olhada, porque redesenha o caminho até aos Campeonatos do Mundo.
Os Majors desaparecem: entra a HYROX Elite Series
Primeira mudança, e bem grande: os Majors e Regionals desaparecem como vias de qualificação. O Warsaw Major, em abril de 2026 (onde Rončević cravou o seu 51:59 e Wietrzyk o seu 54:25, recordes mundiais), foi o último do género. No seu lugar surge a HYROX Elite Series, um circuito fechado de cinco provas de elite. O top 3 de cada uma ganha bilhete direto para os Campeonatos do Mundo, que se realizam em Hong Kong, em 2027.
Uma coisa a ter clara: o termo "Elite 15" não desapareceu, continua a referir-se à grelha de partida e à própria prova de elite (o Elite 15 em Londres, o Elite 15 no cruzeiro). O que se vai apagando é o sistema Majors/Regionals enquanto porta de entrada.
A qualificação passa agora a funcionar por pontos
O tempo como único árbitro chegou ao fim. A qualificação para o Elite 15 joga-se agora por pontos, ao longo de uma janela móvel de doze meses (365 dias), contando os cinco melhores resultados em singulares e os três melhores em pares. O ranking é fechado cerca de três semanas (21 dias) antes de cada prova de elite. Os pontos já não premeiam apenas o tempo bruto: combinam a posição alcançada com um rácio baseado no tempo do vencedor, com escalas diferentes consoante o nível da prova.
E o essencial: para que esses pontos contem, precisas de uma HYROX Athlete Licence. Tem de ser adquirida antes de correres (sem validação retroativa) e, em pares, ambos os companheiros têm de a ter. Conta com cerca de 197 euros pela temporada (o preço de 25/26, a confirmar para 26/27). Sem licença, podes na mesma correr, mas os teus resultados não rendem pontos.
A Challenger Division: um empurrão para os lugares 16-30
O pelotão do Elite 15 na linha de partida. Crédito: HybridFitty, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons.
Esta é a grande novidade do circuito: a Challenger Division. Abre uma porta para os atletas classificados entre o 16.º e o 30.º lugar, mesmo atrás da elite. Correm na mesma grelha, no mesmo recinto, diante do mesmo público e das mesmas câmaras que o Elite 15. E a recompensa é real: o vencedor de cada Challenger ganha um lugar direto no Elite 15 para a prova de elite seguinte.
Um pormenor a reter: a Challenger Division não arranca na primeira prova, mas sim na segunda, em Londres. E não existe nos Campeonatos do Mundo, onde toda a gente corre em formato Elite 15. O resultado é uma verdadeira escada de promoção, prova após prova.
Rumo ao mar: o cruzeiro que abre a temporada
O mais espetacular para o fim. A temporada de elite abre com um cruzeiro HYROX no Mediterrâneo, de 21 a 25 de outubro de 2026, a bordo de um navio totalmente fretado (o Mein Schiff 4), com partida e regresso a Palma de Mallorca. A bordo, duas provas de elite distintas: os singulares ao largo de Marselha a 23 de outubro, os pares ao largo de Barcelona a 24 de outubro. O formato? Um contrarrelógio no convés superior, com partidas escalonadas, atleta a atleta, em vez de uma partida em massa clássica.
"Pela primeira vez de sempre, a nossa comunidade vai assistir a uma prova oficial de Elite 15 a bordo de um navio no meio do Mediterrâneo", entusiasma-se Moritz Fürste, cofundador da HYROX. A segunda prova da série vai montar as suas estações em Londres, no ExCeL, a 3 e 4 de dezembro de 2026. As outras três datas ainda estão por anunciar.
E para todos os outros? Nada muda
Voltamos a dizê-lo, porque é importante: esta revolução só toca a elite. Para as divisões Open, Pro e de escalão etário, o formato mantém-se igual. Continuam a ser oito quilómetros de corrida divididos em oito troços de um quilómetro, intercalados pelas mesmas oito estações (SkiErg, sled push, sled pull, burpee broad jumps, remo, farmers carry, sandbag lunges, wall balls), com as mesmas cargas por divisão. Por isso, a tua preparação para uma prova de outono não muda absolutamente nada.
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